Recordações
>> segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Você estava ali bem na minha frente passando pela aquela imensa passarela. As garotas gritavam e você não reagia. Uma raiva subia pela minha garganta e eu sem poder fazer nada. Gritei seu nome e você me olhou desesperadamente, como se minha voz tivesse tirado você de um imenso mundo de escuridão. Nunca tinha me sentido tão especial para alguem, por um momento tive a certeza de que eu era algo mais para você. Os minutos passavam e eu não conseguia me conter: você logo estaria ao eu lado. Olho para traz e vejo um lindo sorriso vindo em minha direção. Finjo não ter visto e volto a falar com as pessoas ao meu redor. Eu tinha eu sorriso que não se continha em meu rosto. De repente sua voz e meu nome, você estava me chamando. Era inacreditável. Me viro e só consigo pensar que finalmente receberia um abraço. E ele seria seu. Pulo em seu colo como se só existisse nós dois ali. E por uma fração de segundos sinto que realmente era só o que existia. Um pequeno oi tímido soou entre nós. Eu não sabia o que fazer. As pessoas nos olham esperando algo além de um abraço longo e de sorrisos. Eles não teriam o que queriam ver. E eu também não. Você tinha que ir e eu também. Mais uma vez seriamos separados pelo tempo e eu fingi estar tudo bem. Mais não estava. Queria você ali por mais tempo mais aquilo já era ilusão demais
Isso vai ser estranho não posso olhar para ela e dizer oi, eu não consigo. E se ela perceber? Eu com certeza vou estragar tudo. Por favor me ajude, eu não posso fazer isso. Lembro como se fosse hoje quando essas palavras soavam de forma inesperada e assustadora pra mim, quando eu finalmente conheceria sua mãe. Ela não saberia quem eu era e o que significava pra você, ela não podia saber quem eu era. Aquilo me parecia tão amedrontador e sem sentido. Porque ela não podia saber? Eu não sabia mais prometi que esperaria pelo momento certo e eu ia esperar. Tive tanto medo e você me abraçou e disse que tudo ficaria bem. Disse que não tinha motivo para eu sentir medo pois você estaria ali. Seu abraço me fez sentir forte e eu sabia que poderia seguir em frente.
Nos olhamos esperando uma reação. Tive medo de parecer desesperada então segui em frente. Eu estava melhorando na matéria de fingir que você não era tudo para mim. Mais quanto mais eu melhorava mais te afastava de mim. Eu não percebi que estava te levando para os braços dela. Você num canto e eu no outro e mais uma vez uma troca de olhares sem reação. Era pavoroso saber que havia tanto parar falar e não havia coragem em nós. Pensamentos distintos invadem minha mente. É, você realmente ficava mais bonito a cada dia. E ainda fica. Queria tanto poder sentir aquele abraço de novo mais se eu continuasse ali parada ele nunca aconteceria. E ele não aconteceu. Tomei a decisão tarde de mais. Mais uma vez.
O telefone toca e me sinto nas nuvens. Era você perguntando se nós poderíamos nos ver. Havia algo em meu olhar que até você do outro lado poderia decifrar: felicidade. Minutos se passavam e continuávamos ali falando como se o mundo estivesse ao ponto de acabar e nós precisássemos aproveitar cada minuto. E realmente a gente precisava. Aquilo era mágico e não acontecia todo dia. A cada palavra sua era um sorriso no meu rosto. A cada minuto que se passava meu dia, minha semana ou até mesmo meu ano se iluminava por completo. Sua voz era tão doce e eu tão tímida. Mais uma vez o medo e a tímidez me deixaram indiferente e você percebeu. Eu queria te dizer tantas coisas mais a unica que consegui foi um até mais seguido do tchau.
Por mais que eu tente não consigo esquecer certos momentos. São inevitáveis pra mim. Sinto que estou presa no tempo e não há nada que eu posso fazer. No fundo queria reviver todos eles e consertar algumas coisas. Mais eu não posso fazer isso. Algumas pessoas dizem que aprendemos com nossos erros. Acho que essas pessoas não me conhecem realmente, pois se conhecessem saberiam que cometo os mesmos erros sempre e que nunca consigo fazer a coisa certa.

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