Batalha
>> sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Deitada na carteira da escola rezo para que a aula não termine. Pela primeira vez não queria ve-lo vindo em minha direção para me abraçar. Não queria sentir a sensação de não saber se seu abraço seria verdadeiro ou se aconteceria com a intenção de minimizar a briga da noite passada. Isso com certeza seria angustioso.
De repente percebo que por mais que eu quisesse fugir de ver seus olhos, de lutar contra a vontade que abraça-lo e de sentir seu cheiro não havia maneiras de evitar. Isso ja fazia parte de mim. Imaginar a forma de como seus olhos brilham toda vez que ele sorri era a primeira coisa que eu fazia ao acordar, sentir seu abraço era sempre o que queria e seu cheio estava preso em mim. Ao pensar nisso tento sentir o perfume que estava em minha jaqueta e o sinto perto de mim.
Levanto a cabeça e tento me concentrar na aula. Isso me parece cada vez mais impossível quando as pessoas começam a dizer seu nome. Aquele belo nome.
Me encolho e tento não parecer pensativa. Muito menos chateada. Arisco um sorriso ao ouvir um brincadeira. E mais uma vez minha atuação foi em vão.
Um toque. Não. Aquilo definitivamente não poderia ser o sinal. Mais era. Me levanto e sigo ate a porta.
Não tinha certeza do que fazer mais sabia de uma pequena coisa: mais uma batalha de sentimentos e emoções começaria naquele exato momento e não haveria maneiras de fugir dela...

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